
A geometria “desarticulada” da malha urbana envolvente do Convento da Estrela, a posição não ortogonal do convento e da Basílica em relação a qualquer parcela da malha, o desencontro entre o eixo da Basílica e o eixo do Jardim da Estrela e a morfologia do território tornam este espaço da cidade particularmente vibrante.
Numa malha urbana à espera de ser completada, temos oportunidade de explorar soluções diferentes tirando benefício de uma operação urbanística única.
Com o propósito de tratar a área de intervenção como um espaço não fragmentado, a proposta tem como tema uma forma livre, independente da matriz geométrica das ruas e da conformação da frente edificada aos alinhamentos pré-estabelecidos, que se relaciona com fluidez com a volumetria compacta do convento e abre visualmente o espaço público sobre a avenida, evoluindo protagonismo ao edifício conventual.
A opção por um volume único, com presença singular, atenua o impacto na área de implantação, comparativamente com possíveis soluções dispersas assentes em vários blocos, e permite ainda simplificar o acesso condicionado a veículos, solucionados com uma única via de uso conjunto.
A proposta pretende recuperar o protagonismo do edifício conventual, propondo um novo enquadramento e rematando o quarteirão ao sul, abrindo novos espaços públicos com caráter distinto associado a cada uso
Lisboa – Estrela |
Concurso Público | 2023



















